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Relíquias:"Virtual Insanity" - Jamiroquai

Falar sobre essa banda é complicado. Primeiro porque eles não se enquadram muito bem no simples rótulo de rock, geralmente são classificados como acid jazz. Depois porque divide opiniões: quem gosta, idolatra. Quem não gosta , os acusa de imitadores, de cópia barata dos verdadeiros mestres da música dançante, e blá, blá, blá. São esses mesmos saudosistas que dizem que a boa música acabou. Então porque não deixar quietos (ou até mesmo incentivar) aqueles que pretendem resgatar e reinventar bons sons do passado? Não entro nessas discussões. O Jamiroquai, desde o início da década de 90 passou por várias fases, desde a banda com consciência ambiental (muito antes da discussão enfática do aquecimento global) até a banda para mauricinhos (besteira, pois em Ibiza não rola acid jazz). Mas sempre fazendo canções com um feeling incomparável, daquelas que você ouve e já se imagina à meia luz com uma mina, dançando colado, e, ahã, bem, ouçam e imaginem vocês mesmos. O vocalista Jason Kay é daquele típico vocalista estrela que ofusca com sua imagem todos os outros membros com dancinhas inusitadas e chapéus espalhafatosos (quando eu crescer quero ser como ele).
Mas levanto a hipótese de que a grande força da música desta banda reside na cozinha (que é onde o verdadeiro funk constrói seu balanço) sem deixar de levar em conta que a guitarra e o vocal são no mínimo marcantes.
A grande questão é que "Virtual Insanity" é daquelas músicas que você ouve e não quer ficar parado, com um título, que no ano de 1996, no início da popularização da internet era no mínimo visionário.
L. R. A